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Gabinete de crise do Governo de SP contra o metanol completa um mês com reforço no combate à venda de bebidas adulteradas

O gabinete de crise criado pelo Governo de São Paulo contra a contaminação por metanol completou um mês garantindo medidas rápidas e integradas para conter os casos de intoxicação e combater a produção e comercialização de bebidas adulteradas.

A mobilização envolveu diretamente as secretarias de Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Planejamento e o Procon-SP, com ações que combinaram fiscalização sanitária, investigações criminais, apreensões, suspensões de inscrições estaduais e medidas preventivas na rede hospitalar.

Neste período, o Estado ainda formalizou um Protocolo de Intenções com as principais associações representativas do setor de bebidas alcoólicas, com o objetivo de desenvolver medidas estruturantes e eficazes de combate à adulteração de bebidas em toda a cadeia produtiva e comercial.

Desde os primeiros registros de intoxicação, a Polícia Civil deflagrou operações em diferentes regiões do estado. No período, 46 pessoas foram presas, 23 mil garrafas irregulares foram apreendidas e mais de 140 mil vasilhames e 500 mil itens utilizados em fraudes, como rótulos, tampas e lacres, foram recolhidos. As investigações permitiram desarticular fábricas clandestinas em cidades como Campinas, Cotia, Hortolândia e Rio Claro.

Uma das ações mais relevantes foi a Operação Última Dose, que cumpriu mandados de busca e apreensão em São Bernardo do Campo. No interior paulista, uma fábrica responsável por abastecer diversos bares foi interditada e a responsável, presa em flagrante. As apurações mostraram que o grupo comprava etanol de postos de combustível para falsificar bebidas, e que parte desse etanol estava “batizado” com metanol.

A Polícia Técnico-Científica desenvolveu um protocolo inédito para identificar rapidamente a presença da substância nas amostras, metodologia que passou a ser referência para outros estados.

Ao longo do mês, as ações da Vigilância Sanitária estadual e municipal, sob coordenação da Secretaria de Estado da Saúde, resultaram em mais de 40 vistorias e 15 interdições totais de estabelecimentos. As inspeções ocorreram em bares, adegas, distribuidoras e restaurantes da capital, da Grande São Paulo e do interior. As equipes verificaram irregularidades como bebidas sem procedência, produtos vencidos, más condições de armazenamento, presença de pragas e falta de controle de temperatura de alimentos e bebidas.