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Com fim do fluxo de dependentes, roubos no centro da capital despencam 60%

O fim do fluxo de dependentes químicos no centro de São Paulo reduziu os principais indicadores criminais na área das cenas abertas de uso. O trabalho integrado realizado na região contribuiu diretamente para pôr fim à concentração de usuários de drogas entre as ruas dos Protestantes com a General Couto de Magalhães. Neste dia 13, completam-se seis meses de esvaziamento da área, que foi retomada pelo poder público e devolvida à população.

De maio até setembro deste ano, foram registrados 1,3 mil roubos nas áreas do 3º (Campos Elíseos) e 77º (Santa Cecília) Distritos Policiais, responsáveis pela região. Foi a menor quantidade de delitos praticados no centro em 25 anos.

Nos mesmos meses, em 2022 — antes do início do trabalho desenvolvido pela atual gestão — houve a notificação de 3,5 mil roubos. Ou seja, em três anos, os assaltos despencaram 63% na região do antigo fluxo.

O número é resultado de ações desencadeadas pelo Governo do Estado em parceria com o município para combater o crime organizado.

O trabalho integrado contribuiu para pôr fim à concentração de usuários de drogas entre as ruas dos Protestantes com a General Couto de Magalhães. Foto: Foto: Divulgação/Governo de SP 

“O centro de São Paulo deixou de ser um lugar atrativo para os criminosos, uma vez que reforçamos o efetivo policial na área e aumentamos as investigações realizadas pela Polícia Civil, realizando importantes prisões e interceptando a droga antes que ela chegasse na área das cenas abertas de uso”, disse o coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), tenente-coronel Rodrigo Vilardi.

Para o delegado Carlos Eduardo Carvalho, titular da 1ª Delegacia Seccional, a queda dos crimes se deve ao fato de que “a região central deixou de ser visitada e ocupada por usuários de drogas que, muitas vezes, se valiam do cometimento de pequenos furtos ou roubos para alimentar o vício”.

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