A Prefeitura de São José dos Campos divulgou o calendário de pagamento do IPTU 2026, já com os novos valores resultantes do aumento aprovado pela gestão do prefeito Anderson Farias (PSD). Os carnês incluem, além do imposto predial, a Taxa de Coleta de Lixo e a Contribuição para Iluminação Pública e monitoramento de segurança.
O aumento é consequência direta da revisão da Planta Genérica de Valores Imobiliários (PGV), projeto enviado pelo prefeito e aprovado pela Câmara Municipal em setembro do ano passado. Com a atualização do valor do metro quadrado dos imóveis, o IPTU poderá subir até 50% de forma escalonada até 2027.
Na prática, o que chega agora à casa dos contribuintes é o início de um tarifaço que deve se intensificar nos próximos anos, atingindo moradores que já enfrentam um alto custo de vida na cidade.
De acordo com a Prefeitura, o imposto poderá ser pago em parcela única, com desconto de 7,5%, ou dividido em até 10 vezes. Os vencimentos começam já em fevereiro.
Calendário de vencimentos do IPTU 2026
Parcela única (com desconto de 7,5%)
Entre os dias 9 e 13 de fevereiro
Parcelamento em até 10 vezes
1ª parcela: 9 a 13 de fevereiro
2ª parcela: 10 de março
3ª parcela: 10 de abril
4ª parcela: 10 de maio
5ª parcela: 10 de junho
6ª parcela: 10 de julho
7ª parcela: 10 de agosto
8ª parcela: 10 de setembro
9ª parcela: 10 de outubro
10ª parcela: 10 de novembro
O aumento do IPTU faz parte de um pacote de medidas aprovado pela Câmara Municipal durante uma sessão realizada na madrugada, episódio que gerou forte reação de setores da sociedade. Na ocasião, vereadores deram aval a uma série de projetos enviados pelo prefeito, mesmo diante de críticas e alertas sobre o impacto no bolso da população.
Além da revisão da PGV, também foram aprovados:
- o aumento da Contribuição para a Iluminação Pública;
- mudanças no cálculo do ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis), que tendem a elevar o valor cobrado;
- alterações na taxa de lixo, que também resultam em cobrança maior.
Os reajustes atingem diretamente os joseenses, especialmente trabalhadores e famílias que já veem seus salários perderem poder de compra. Enquanto os vencimentos da maioria da população mal acompanham a inflação, a gestão municipal optou por ampliar a arrecadação com mais impostos e taxas.










